terça-feira, 2 de novembro de 2010

Informática Educativa no Brasil


 Educação é considerada como o setor mais importante para a construção de uma modernidade aceitável própria, capaz de articular o avanço cientifico e tecnológico com o patrimônio cultural da sociedade e promover as interações necessárias, a educação foi considerada pelo regime militar como a alavanca da informatização de nossa sociedade, condição imprescindível para o ingresso do País no mundo desenvolvido.
O Educom representou a primeira ação oficial, concreta, de levar computadores às escolas públicas brasileiras e seu objetivo principal foi estimular o desenvolvimento da pesquisa multidisciplinar voltada para a aplicação das tecnologias de informática no processo de ensino-aprendizagem. Objetivo era propiciar a implantação de infra-estrutura de suporte para ações e iniciativas no setor, em secretarias estaduais de educação. No âmbito deste programa, foi lançado o 1° Concurso Nacional de Software Educativo.
Centros de Informática Educativa das Secretarias Estaduais de Educação, os CIEd, constituíram-se em centros irradiadores e multiplicadores da tecnologia da informática para as escolas públicas brasileiras, os principais responsáveis pela preparação de uma significativa parcela da sociedade brasileira rumo a uma nova era da informatização.
Em abril de 1997, com a evolução das iniciativas e do interesse pelo campo da Informática Educativa, o MEC lançou o Programa Nacional de Informática Educativa, o Proinfo. Tal programa, que atualmente é o principal vetor da iniciativa governamental no setor, tem como meta capacitar recursos humanos em 200 Núcleos de Tecnologia Educativa a serem instalados em todo o Brasil e instalar 100 mil computadores em pelo menos 6.000 escolas da rede pública.

O computador na educação possibilita que sejam explorados alguns recursos/meios, como os que seguem a baixo:
O SOFTWARE EDUCATIVO - tem a finalidade de permear o processo de construção de conhecimentos. O software educativo integra recursos de som, imagem e tratamento de informações para dinamizar a interface entre um indivíduo e um conhecimento qualquer. Dentre os softwares educativos existentes, há simuladores, jogos, tutoriais, sistemas especialistas e outros.
A INTERNET - A Internet é uma rede mundial de comunicação via computadores, antes intitulada Arpanet, desenvolveu-se rapidamente. Em 1989, a criação do protocolo www (World Wíde Web) permitiu o desenvolvimento de interfaces (sites) integrando textos, imagens, sons e ligações (línks) com outras interfaces. Somente a partir de 1993, a Internet realmente popularizou-se no mundo. No contexto educacional, a Internet oferece um grande número de possibilidades de uso, especialmente no campo da educação à distância.
O acesso ao computador, oferece a oportunidade de se utilizar a Internet como meio de ensino e de aprendizagem10, na medida em que se pode "visitar" sites de laboratórios, de centros de pesquisa, de museus, de universidades, de pesquisadores, além de permitir o contato com pessoas em qualquer parte do planeta.
PACOTES INTERADOS - Os pacotes integrados não têm finalidade educacional, mas podem ser explorados pedagogicamente. Em geral, tais pacotes são constituídos por um aplicativo de tratamento de texto, uma planilha eletrônica, um gerenciador de bancos de dados e um dispositivo de apresentação multimídia.

REFLEXÃO DO TEXTO: Educação, informática e professores – Eloísa Maia Vidal, José Bessa Maia, Gilberto Lacerda Santos.

sábado, 30 de outubro de 2010

Bom Professor

Com a chegada do terceiro milênio, práticas educativas mais firmes, autoritárias e duras foram deixadas para trás, levando para a sala de aula liberdade de expressão, de pensamento e abrindo espaços para o diálogo, tanto entre alunos como entre alunos e professores.

O conhecimento não é mais tido como algo pronto e acabado, dentro de um determinado conteúdo, nem tampouco imposto pelo professor e tendo que ser engolido pelos alunos. Pelo contrário, conhecimento hoje é a troca de informações, pois, no âmbito escolar, aprender é compartilhar os saberes que cada sujeito carrega consigo, das experiências anteriormente vividas.

Além disso, o professor deve ser aquele que estimula a curiosidade, é questionador – não para humilhar o aluno e mostrar que ele é o detentor do saber, mas para dar condições de o aluno refletir sobre os temas abordados na sala de aula, levando-o às suas próprias descobertas.

Alguns aspectos devem ser considerados para se avaliar o desempenho do professor e se sua prática cotidiana tem plantado sementes para que seus alunos colham bons frutos mais tarde.

A princípio, ajudar na construção de uma escola aberta, democrática, pautada em uma gestão transparente, que vise atender aos interesses da comunidade em que atende. Com isso, os estudantes percebem que a direção da escola é aberta, comunicativa, que confia nos profissionais e nos alunos, aprendendo que existem competências próprias de cada profissão, o que garante a segurança futura.

O bom professor deve incentivar uma relação aberta entre escola e família, pois a criança e o adolescente precisam desse contato para se sentirem valorizados, além de perceberem que o processo educativo não é feito de qualquer jeito, mas com contribuições dos dois lados.

Tomar conhecimento do Projeto Político Pedagógico da escola é outra forma de contribuir para a educação de qualidade. Se a escola ainda não compartilhou o PPP, o professor deve solicitar à direção, pois seu trabalho deve seguir o disposto na lei que rege a instituição. É importante abrir espaços para discutir o respectivo projeto, a fim de identificar possíveis erros ou não, mas visando melhor qualificação profissional.

Muito se vê falar em exercício da cidadania, pouco se faz para garantir que as próprias crianças sejam, desde já, cidadãs comprometidas com a formação de um mundo mais justo e melhor.

Nas práticas de sala de aula, o bom professor deve estimular os alunos a exercitarem a cidadania, levando-os a agir de forma correta, pensando nas consequências de seus atos, sendo responsáveis com a vida no planeta, com a preservação do meio ambiente, com a educação e o respeito na vida cotidiana, valorizando a pluralidade cultural, tendo controle sobre sua liberdade, preocupando-se com o bem-estar do outro e do meio político e social em que vive.

Quando se trabalha exercitando a cidadania, promove-se valores que ajudam o educando a se aprimorar enquanto pessoa. Com isso, desmistificar que a educação serve para classificar, e sim para formar um sujeito que identifique que as relações do mundo são pautadas em sentimentos, sejam eles bons ou ruins; em dúvidas ou certezas, em inquietações próprias do ser humano que devem ser valorizadas.

Dentro disso, podemos destacar valores humanos que devem ser estimulados no contexto escolar, como a tolerância, a solidariedade, o respeito às diversidades, sejam elas culturais, pessoais ou sociais.

O bom professor é aquele que não se preocupa em ser conteudista, mas que promove a circulação do conhecimento, que aguça a curiosidade, que proporciona a reflexão, abrindo espaço para o diálogo saudável, para a troca de informações, propondo que cada sujeito envolvido no processo deixe sua opinião – as informações que já tem sobre algum assunto. E deve permitir que o lúdico faça parte das atividades rotineiras da sala de aula, pois aprende-se muito mais através da brincadeira, da diversão e do prazer.

Com isso, permite-se que os alunos cresçam enquanto pessoas e enquanto profissionais. Que sintam as necessidades do mundo, de que somos responsáveis para que tudo corra bem, para que as coisas aconteçam de forma organizada e planejada, visando o crescimento social do país.

Dessa forma, ensina-se que a educação e a formação estão voltadas para o lado profissional sim, mas também para o lado social, humanista, e que no exercício da profissão, os professores terão que ser responsáveis para progredir no mundo do trabalho.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Como se manter seguro na internet

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Escolas Digitais: soluções na rede pública de ensino de São Paulo




Chamadas, controle de notas e informações sobre o desempenho do estudante; soluções tecnológicas ajudam no controle e no dia-a-dia.

Os alunos adoraram a novidade! Desde agosto, nesta escola da Praia Grande, litoral de São Paulo, as crianças não respondem chamada. Assim que elas chegam à sala de aula,marcam presença colocando o dedo neste leitor de impressões digitais. O sensor biométrico se encarrega dessa "chama virtual". Pronto, presença garantida!
O primeiro lugar que aproveita as informações colhidas nas salas de aula é a cozinha. Eva de Oliveira fica sabendo na hora para quantas crianças terá que preparar a merenda do dia. Pelo computador instalado na cozinha, ela recebe em tempo real o número exato de alunos que estão na escola, evitando desperdício. "Antigamente, a gente dependia das pessoas contarem os alunos. Atrasava o meu trabalho. Agora, isso é um fator de qualidade", explica a cozinheira.
O controle automatizado da Freqüência Digital também tranqüiliza os pais dos alunos. Eles recebem um e-mail diário com o horário exato da entrada e da saída do filho na escola. Em um futuro próximo, que só depende de uma parceria com as operadoras de telefonia móvel, os pais poderão ainda receber um torpedo SMS no caso de o aluno não comparecer à escola. E se pais e alunos gostaram da idéia...os professores não ficaram atrás. "Acaba ajudando o professor porque eu recebo por email, e se eu me ausentar por qualquer motivo, posso atualizar meu diário mesmo assim", explica a professora Roberta Teixeira.
600 alunos já participam do programa. Mas o projeto será ampliado; e até o final do ano deve ser expandido para outras cinco escolas da Praia Grande, contemplando 3100 crianças. E mais: até o final de 2012, a expectativa da Prefeitura é de que todas as escolas do município já participem do Freqüência Digital. Aí serão 26 mil alunos atendidos.
Em breve, o sistema também deve incluir as notas e outras informações sobre o desempenho do estudante, facilitando a vida de toda a diretoria da escola e também acabando com aquela papelada e assim contribuindo até com o Meio Ambiente. "A partir do momento que esse sistema for realmente implantado em todas as escolas e quando abolirmos o diário de classe, vai facilitar muito a nossa vida e as informações serão muito mais exatas", explica Luciana Nicolosi, diretora da escola.
Ou seja, a aprovação dos envolvidos é geral! E facilitou até mesmo o controle da distribuição do Bolsa-Família do governo, que se baseia na freqüência dos alunos para manter o benefício federal.
A tecnologia está alterando definitivamente o dia-a-dia das salas de aula. Esse exemplo chama a atenção porque trata-se de uma escola pública, que já tem recursos parecidos com os encontrados em escolas particulares.