quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desafios da Internet para os professores - Moran


Como sempre os textos do Moran são maravilhosos! 
Minha postagem de hoje é sobre "Desafios da Internet para os professores".
Confira abaixo, com os meus grifos:


Com a chegada da Internet nos defrontamos com novas possibilidades, desafios e incertezas o processo de ensino-aprendizagem.
Não podemos esperar das redes eletrônicas a solução mágica para modificar profundamente a relação pedagógica, mas vão facilitar como nunca antes a pesquisa individual e grupal, o intercâmbio de professores com professores, de alunos com alunos, de professores com alunos.
A Internet propicia a troca de experiências, de dúvidas, de materiais, as trocas pessoais, tanto de quem está perto como longe geograficamente.
A Internet pode ajudar o professor a preparar melhor a sua aula, a ampliar as formas de lecionar, a modificar o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e com os seus colegas.
O professor vai ampliar a forma de preparar a sua aula. Pode ter acesso aos últimos artigos publicados, às notícias mais recentes sobre o tema que vai tratar, pode pedir ajuda a outros colegas - conhecidos e desconhecidos - sobre a melhor maneira de trabalhar aquele assunto com os seus estudantes. Pode ver que materiais -programas, vídeos, exercícios existem. Já é possível copiar imagens, sons, trechos de vídeos. Em pouco tempo o acesso a materiais audiovisuais será muito mais fácil. Tem tanto material disponível, que imediatamente vai aparecer se o professor está atualizado, se preparou realmente a aula (porque os alunos também têm acesso às mesmas informações, bancos de dados, etc).
O grande avanço neste campo da preparação de aula está na possibilidade de consulta a colegas conhecidos e desconhecidos, a especialistas, de perguntar e obter respostas sobre dúvidas, métodos, materiais, estratégias de ensino-aprendizagem. O papel do professor não é o de somente coletar a informação, mas de trabalhá-la, de escolhê-la, confrontando visões, metodologias e resultados.
O professor pode iniciar um assunto em sala de aula sensibilizando, criando impacto, chamando a atenção para novos dados, novos desafios.Depois, convida os alunos a fazerem suas próprias pesquisas, -individualmente e em grupo- e que procurem chegar a suas próprias sínteses. Enquanto os alunos fazem pesquisa, o professor pode ser localizado eletronicamente, para consultas, dúvidas. O professor se transforma num assessor próximo do aluno, mesmo quando não está fisicamente presente. Não interessa se o professor está na escola, em casa, ou viajando. O importante é que ele pode conectar-se com os outros e pode ser localizado, se quiser, em qualquer lugar e em qualquer momento. A aula se converte num espaço real de interação, de troca de resultados, de comparação de fontes, de enriquecimento de perspectivas, de discussão das contradições, de adaptação dos dados à realidade dos alunos. O professor não é o "informador", mas o coordenador do processo de ensino-aprendizagem. Estimula, acompanha a pesquisa, debate os resultados.
Os alunos podem fazer suas pesquisas antes da aula, preparar apresentações -individualmente e em grupo. Podem consultar colegas conhecidos ou desconhecidos, da mesma ou de outras escolas, da mesma cidade, país ou de outro país. Aumentará incrivelmente a interação com outros colegas, pesquisando os mesmos assuntos, trocando resultados, materiais, jornais, vídeos.
A motivação para a prática de línguas estrangeiras e para o aperfeiçoamento da própria se torna muito mais perceptível, porque existe real necessidade de escrever e, nos próximos anos, também de falar na mesma e em outras línguas.
Os programas de tradução nos facilitarão a comunicação com outros países, mas quem domina a língua levará muita vantagem neste intercâmbio.
A Internet será ótima para professores inquietos, atentos a novidades, que desejam atualizar-se, comunicar-se mais. Mas ela será um tormento para o professor que se acostumou a dar aula sempre da mesma forma, que fala o tempo todo na aula, que impõe um único tipo de avaliação. Esse professor provavelmente achará a Internet muito complicada - há demasiada informação disponível - ou, talvez pior, irá procurar roteiros de aula prontos -e já existem muitos - e os copiará literalmente, para aplicá-los mecanicamente na sala de aula.
Esse tipo de professor continuará limitado antes e depois da Internet, só que a sua defasagem se tornará mais perceptível. Quanto mais informação temos disponível, mais complicamos o processo de ensino-aprendizagem.
Quando podíamos escolher um único livro de texto e segui-lo capítulo a capítulo, estava claro o caminho do começo até o fim, tanto para o professor, como para o aluno, para a administração e para a família.
Agora podemos enriquecer extraordinariamente o processo, mas, ao mesmo tempo, o complicamos. Ensinar é orientar, estimular, relacionar, mais que informar. Mas só orienta aquele que conhece, que tem uma boa base teórica e que sabe comunicar-se. O professor vai ter que atualizar-se sem parar, vai precisar abrir-se para as informações que o aluno vai trazer, aprender com o aluno, interagir com ele.
A Internet não é mágica, mas as experiências que venho acompanhando na Universidade de São Paulo e o contato com professores e alunos que utilizam as redes eletrônicas no Brasil e em outros países me mostram possibilidades fascinantes de tornar o ensino e a aprendizagem processos abertos, flexíveis, inovadores, contínuos, que exigem uma excelente formação teórica e comunicacional, para navegar entre tantas e tão desencontradas idéias, visões, teorias, caminhos.
Os alunos estão prontos para a Internet. Quando podem acessá-la, vão longe. O professor vai percebendo que, aos poucos, a Internet está passando de uma palavra da moda a realidade em alguns colégios e nas suas famílias. Nestes próximos anos viveremos a interligação da Internet, com o cabo, com a televisão. Imagem, som, texto e dados se integrarão em um vasto conjunto de possibilidades. Ver-se e ouvir-se à distância se tornará corriqueiro. Pedir a um colega que dê aula comigo, mesmo que esteja em outra cidade ou país, ao vivo, será plenamente viável. As possibilidades da Internet no ensino estão apenas começando.

José Manuel Moran

Especialista em inovações na educação presencial e a distância

sábado, 14 de maio de 2011

A COMUNICAÇÃO NA INTERNET

Todos procuram na rede seus semelhantes, seus interesses. Cada um busca a sua "turma"; busca pessoas que tenham gostos, valores, expectativas parecidos; pessoas fisicamente próximas e distantes, conhecidas e desconhecidas.
Uma das características mais interessantes da Internet é a possibilidade de descobrir lugares inesperados, de encontrar materiais valiosos, endereços curiosos, programas úteis, pessoas divertidas, informações relevantes. São tantas as conexões possíveis, que a viagem vale por si mesma. Viajar na rede precisa de intuição acurada, de estarmos atentos para fazer tentativas no escuro, para acertar e errar. A pesquisa nos leva a garimpar jóias entre um monte de banalidades, a descobrir pedras preciosas escondidas no meio de inúmeros sites publicitários.
A comunicação torna-se mais e mais sensorial, mais e mais multidimensional, mais e mais não-linear. As técnicas de apresentação são mais fáceis hoje e mais atraentes do que anos atrás, o que aumentará o padrão de exigência para mostrar qualquer trabalho pelos sistemas multimídia. O som não será um acessório, mas uma parte integral da narrativa. O texto na tela aumentará de importância, pela sua maleabilidade, facilidade de correção, de cópia, de deslocamento e de transmissão.
Na educação, professores e alunos praticam formas de comunicação novas. Encontram colegas com os quais podem comunicar-se facilmente por correio eletrônico, por listas de discussão, por comunicação instantânea em IRC. Atualmente começam a comunicar-se por intermédio de voz (programas como o Iphone) e também de imagem (programas como o CuSeeme ou a última versão do Iphone).
Aumenta a procura pelos chats ou bate-papos. Muitos estudantes passam horas seguidas em conversas aleatórias, fragmentadas, em um autêntico jogo de cena, de camuflagem de identidade, de meias-verdades. Mas o chat tem um grande potencial democrático, por ser aberto, multidimensional. Nessas trocas, realizam-se encontros virtuais, criam-se amizades, relacionamentos inesperados que começam virtualmente e muitas vezes levam a contatos presenciais.
Começamos a ser nossos próprios editores de textos e diretores de imagens na Internet. Há centenas de jornais escolares na rede. Quem tem algo a dizer pode fazê-lo sem depender da autorização de emissoras, jornais ou conselhos editoriais; basta colocá-lo na sua página pessoal. Os estudantes podem mostrar sua capacidade on-line, ao vivo, sem ter de esperar anos pelo ingresso formal dentro do mercado de trabalho. O artista está podendo divulgar suas obras para o mundo inteiro imediatamente. O pesquisador consegue publicar na rede os resultados do seu trabalho instantaneamente, sem depender do julgamento de especialistas e sem demora na publicação. Isso torna mais difícil a seleção do que vale ou não vale a pena ser lido. Nem sempre há um conselho editorial de notáveis para filtrar os melhores artigos. Com isso, há muito lixo cultural, mas também se amplia imensamente o número e a variedade de pessoas que se expõem ao julgamento público.
As profissões ligadas à informação e à comunicação estão experimentando um grande desenvolvimento. Cada vez temos menos tempo para procurar tantas informações necessárias. Por isso, precisamos de mediadores, de pessoas que saibam escolher o que é mais importante para cada um de nós em todas as áreas da nossa vida, que garimpem o essencial, que nos orientem sobre as suas conseqüências, que traduzam os dados técnicos em linguagem acessível e contextualizada.

sábado, 26 de março de 2011

Tablet Eee Pad Transformer, da Asus, deve chegar ao Brasil em junho

 


Aparelho foi apresentado no início do ano na CES 2011, em Las Vegas; restante da linha será lançada no País até o final deste ano.

A Asus anunciou ontem, durante coletiva de imprensa em São Paulo, que seu tablet Eee Pad Transformer deve chegar ao Brasil em junho. A data de lançamento ainda não foi confirmada, pois a fabricante taiwanesa aguarda a homologação do produto pela Anatel. O aparelho deve ser lançado no início de abril no EUA.
O Transformer possui tela de 10,1 polegadas, sistema Android 3.0 (desenvolvido especialmente para tablets), processador Nvidia Tegra 2, suporte para Adobe Flash, câmeras frontal (1.2MP) e traseira (5MP). Como sugere o nome, o gadget também é compatível com um dock de teclado QWERTY físico, que o transforma em uma espécie de netbook.
Além disso, representantes da companhia afirmaram que os outros tablets da nova linha apresentada em janeiro na CES 2011 (Consumer Electronics Show) serão lançados no mercado nacional até o final deste ano.
Com tela de 12,1”, processador Core i5, câmera de 2MP e sistema Windows 7, o Eee Slate, já lançado nos EUA (US$1.100), deve chegar ao Brasil no terceiro trimestre, juntamente com o Eee Pad Slider, que possui tela de 10,1”, chip Tegra 2, Android 3.0 e teclado QWERTY deslizável.
Já o último trimestre de 2011 deve ver o lançamento do “irmão menor” da linha, o Eee Pad MeMo, que possui tela de apenas 7 polegadas, mesmo tamanho do Galaxy Tab original, e processador Qualcomm Snapdragon. O tablet também roda a versão 3.0 do sistema operacional da Google, conhecida como Honeycomb.
Eee Pad Transformer deve chegar ao Brasil no próximo mês de junho

terça-feira, 22 de março de 2011

REDES SOCIAIS

Eu curto, você curte: redes sociais sem paranóia

por César Munhoz
Sabe aquele papinho de mãe: “sai da frente do computador”, “desliga esse Orkut”. Chato demais, né? Fique tranquilo que ninguém aqui vai lhe dizer a mesma coisa. Afinal de contas, quem hoje vive sem acessar o Orkut, o Facebook ou o Twitter pelo menos uma vez por dia? Está todo mundo lá. Seus amigos, seus inimigos e mais um montão de gente que você ainda não conhece, mas adoraria conhecer. Então, para começar com o pé direito, chega de bobagem: redes sociais são o máximo, sim! Esta reportagem vai dar a você umas dicas para curtir as redes de verdade, ajudá-lo a dizer a seus pais por que elas são tão importantes para você e ainda por cima lhe ensinar a se livrar de uns micos básicos de quem vive na Internet. Navegue pela nuvem e divirta-se.

 Mundo pequeno

O Facebook tinha pouco mais de 500 milhões de usuários ativos até as 10 da noite do dia 22 de dezembro, hora em que esta frase foi escrita. Tem mais alguém se cadastrando agora. E agora. E agora. Dizem que estamos todos ligados por uma corrente de, em média, seis pessoas. Essa teoria tem um nome — “Seis graus de separação” — e foi proposta pela primeira vez pelo jornalista húngaro Frigyes Karinthy. Ou seja, de acordo com essa teoria, não importa quem seja a pessoa que está se cadastrando no Facebook agora, pode ser que você seja amigo de um amigo de um amigo de um amigo de um amigo de um amigo dessa pessoa.

Postou, já era

O filme “A Rede Social” mostra que, na mesma noite em que criou o Facebook, Mark Zuckerberg postou xingamentos de toda espécie em seu blog, dedicados a sua ex-namorada. E o que é pior: citou o nome dela. Além de nunca mais olhar na cara dele, a garota enfrentou toda sorte de humilhação no ambiente da universidade e até hoje é motivo de piada. Como bem diz a personagem que a representa no filme: “na Internet não se escreve a lápis, se escreve a caneta”. É um belo exemplo de como é fácil transformar-se em um babaca quando você tem nas mãos uma ferramenta de publicação de informações na web e opta pela atitude errada. Quando comparamos a Internet com o papel, dá aquela impressão de que, se está no papel, é para sempre; se está on-line, sempre dá para apagar. A verdade é que é o contrário. Quando você posta algo em uma rede social, basta que uma pessoa veja aquela informação para que ela fique eternizada, tanto faz se você apagar depois. E se alguém que a viu teve a ideia de replicar a ideia em outro site, ou mesmo falar para alguém, aí não tem mais volta.

#amordaminhavida

Tem coisa melhor que um computador conectado à Internet no conforto do seu quarto quando você precisa desabafar ou mesmo conversar com seus amigos sobre qualquer bobagem? Chris Pirillo, expert em mídias sociais, conta que já namorava pela Internet desde antes de o namoro pela Internet existir. Para ele, nas redes sociais, as pessoas se sentem mais à vontade para ser quem realmente são e, portanto, encontrar mais afinidades entre si. Tem gente que se conhece pela rede e casa, ou pelo menos vira amigo. Quem sabe o nerd e o cara que quer bater nele virassem bons amigos se tirassem um tempo para conversar pelo MSN. E tem gente que vive na mesma casa há décadas e nunca se entende. Se na Internet falamos “sem barreiras”, qual será o relacionamento mais real: aquele que travamos olho no olho, ou on-line? Ou serão os dois igualmente reais? Que consequências reais boas e ruins esses relacionamentos podem trazer para a sua vida?

Você é o que você posta


Quando você coloca uma foto ou informação nova no Orkut, o que espera receber em troca? Parece bobagem, mas... já parou para pensar nisso? Exemplo: dos milhões de pessoas que utilizam as redes sociais hoje, muitas são profissionais que estão lá para fazer contatos e divulgar trabalhos. Artistas divulgam suas obras e recebem comentários. Escritores postam seus pensamentos cotidianos e mantêm-se vivos na memória da opinião pública. Empresas fazem o mesmo. Mesmo quem não usa redes sociais para trabalhar obtém algum tipo de resposta. Às vezes, uma resposta indesejada. E você, que resposta espera ter das redes sociais que usa? Como você quer ser visto pelos seus amigos na rede? Ter isso bem definido vai ajudar você a administrar melhor o tempo que passa conectado e a decidir quais informações vai divulgar e quais não vai. Seja para arranjar namorada(o), conseguir um emprego ou entrar no Big Brother, você precisa ter uma ideia exata da imagem que está formando de você mesmo on-line. Uma dica? Mostre o seu perfil para a sua mãe, seu pai ou então algum irmão ou primo próximo. Sério, não é piada nem papinho de escola. São gente de confiança, conhecem bem você e não vão ter medo de lhe dizer na cara se alguma coisa pega mal. Vá por mim: melhor ouvir o que não quer de uma pessoa próxima do que de milhões de desconhecidos no Facebook depois.

Rede social não é tudo igual


Rede social não é tudo igual. Existem aquelas que são mais conhecidas como redes sociais propriamente ditas, como o Orkut e o Facebook, que têm foco na socialização e ponto. Elas servem para deixar recados, ver quem é amigo de quem, quem está solteiro, quem está namorando e com quem. Outras redes, como o YouTube, são focadas em serviços (vídeos, nesse caso) e, de quebra, promovem a socialização de quem as acessa. Outros exemplos são o Flickr (imagens) e o Last FM (informação sobre música).

()... :/


Quando você ri de uma coisa engraçada na Internet, ri de verdade ou só no LOL/hahaha/rs? Faz diferença sim e vale a pena prestar atenção. A forma como uma pessoa reage às situações na Internet e ao vivo pode dizer se a sua personalidade virtual corresponde de verdade ao jeito que ela é quando está frente a frente com outras pessoas. Pense nisso...

Oba! Tragédia! Bora tuitar!




“Lady Gaga morreu. Sério? Não sei, acabei de ler. Onde? Aí. Será que a galera tá sabendo? Conta lá. Olha, fotos do corpo! Será que é mesmo? Não sei, espalha aí.”

Depois disso, tanto faz se ela morreu ou não, já tem milhões de pessoas falando sobre o assunto e vendo fotos de um corpo, que também já não importa mais se é o dela ou não. No Twitter, a informação passa como um furacão: ninguém sabe de onde veio, faz um baita estrago e depois fica todo mundo perdido vendo cadáver de boato. Mas, se ao mesmo tempo em que está aí para disseminar todo tipo de boato inútil, também serve para chamar a atenção da comunidade global para temas como violência doméstica e prevenção à Aids. Usuários conscientes fazem isso usando distintivos (badges) no avatar ou então tuitando palavras-chave na tentativa de levá-las aos trending topics, uma espécie de ranking de popularidade de assuntos no Twitter — que a imprensa internacional já utiliza como referência para definir a pauta dos grandes jornais.